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Itamar Assumpção, presente!

O cantor e compositor Itamar Assumpção. Foto: Reprodução / Facebook

Há exatos 15 anos, os amantes da melhor música de invenção do Brasil lamentavam a partida de Itamar Assumpção, um dos mais provocativos e talentosos cantores e compositores surgidos no País na segunda metade do século 20.

Nascida em Tietê, no interior de São Paulo, no dia 13 de setembro de 1949, Itamar mudou-se com a família para Arapongas, no Paraná, aos 12 anos de idade. Pouco depois, radicado na efervescente Londrina, conheceu Arrigo Barnabé, músico local da cidade paranaense que, ao longo de trajetórias esteticamente indissociáveis, se tornaria, assim como Itamar, ponta de lança do movimento batizado de Vanguarda Paulistana.

Dois anos após estabelecer-se na capital paulista, em 1975 Itamar apresentou em um festival de música de Campinas, no interior do estado, a composição Luzia, vencedora do concurso. A carreira fonográfica, no entanto, foi iniciada somente em 1980, com o lançamento do álbum Beleléu, Leléu, Eu.

Com a sonoridade única da Banda Isca de Polícia, o LP é um dos clássicos do selo independente Lira Paulistana, criado em torno do antológico espaço cultural sediado na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, que serviu de palco para a geração de músicos que fez um verdadeiro rebuliço estético na música brasileira com o advento da Vanguarda Paulistana. Além de Itamar e Arrigo, o movimento incluiu artistas como Grupo Rumo, Premeditando o Breque, Língua de Trapo, Eliete Negreiros, Vânia Bastos e Ná Ozzeti.

Autor de clássicos da vanguarda musical brasileira, como o supracitado álbum de estreia, que vertem gêneros distintos como reggae, rock e música dodecafônica, Itamar marcou a década de 1980 com outros três títulos Às Própias Custas S/A (1983), registrado ao vivo, Sampa Midnight - Isso Não Vai Ficar Assim (1986) e Intercontinental! Quem diria! Era Só o Que Faltava! (1988). Em 2010, por iniciativa do Selo Sesc, a obra completa de Itamar foi compilada em 12 CDs no box Caixa Preta.

Depois de três anos de batalha, Itamar sucumbiu a um câncer no intestino em 12 de junho de 2003. Em março de 2016, a doença ceifou a vida de outro grande talento da família, sua filha Serena Assumpção, que partiu precocemente aos 39 anos. Serena finalizada o aclamado álbum Ascensão, um dos títulos mais celebrados daquele ano, lançado três meses após sua morte.

Em homenagem à presença artística de Itamar Assumpção, tão forte, atual e provocativa quanto sempre foi, selecionamos a seguir versões de canções suas interpretadas por Alzira E e Metá Metá, artistas que passaram pelo Estúdio Showlivre. Veja também apresentação gravada em 2017 no Centro Cultural Rio Verde, em São Paulo, e transmitida ao vivo no Palco Showlivre de sua banda, a Isca de Polícia, que continua na ativa e, naquela ocasião, lançou seu primeiro álbum solo, Volume 1.

Mais: recomendamos a íntegra de um show realizado por Itamar & Isca na Funarte, em São Paulo, em 1983, e um depoimento de Anelis Assumpção, sua filha, cantora e compositora que, assim como Serena, carrega nas veias, com muita propriedade, o DNA musical do pai. Anelis também é destaque com a apresentação do repertório de seu álbum Amigos Imaginários (2014). Viva Itamar!!!

Isca de Polícia no Palco Showlivre

Metá Metá - Ir Pra Berlim (Itamar Assumpção) 

Anelis Assumpção no Estúdio Showlivre

Alzira E - Tristeza Não (Itamar Assumpção / Alice Ruiz) 

Itamar Assumpção & Isca de Polícia - Funarte (1983)

Anelis Assumpção fala sobre a influência do pai em sua vida e obra

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