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Grammy Latino 2021: Zeca Baleiro, Tales De Polli (Maneva) e Gustavo Bertoni (Scalene) comentam indicação

Grammy Latino 2021: Zeca Baleiro, Tales De Polli (Maneva) e Gustavo Bertoni (Scalene) comentam indicação (Foto: Divulgação)

Grammy Latino 2021: Zeca Baleiro, Tales De Polli (Maneva) e Gustavo Bertoni (Scalene) comentam indicação (Foto: Divulgação)

Saiba mais sobre os indicados brasileiros e confira a lista dos que já passaram pelo Showlivre

Postado em 01/10/2021 por

A Latin American Recording Academy anunciou nesta terça (28) os indicados ao Grammy Latino 2021. Entre os artistas que concorrem em diferentes categorias que vão do pop ao sertanejo, incluindo premiações a álbuns e músicas específicas, há vários nomes que já passaram aqui pelo Showlivre. São eles: Zeca Baleiro, Maneva, Scalene, Anavitória, Lenine, Tuyo, Luedji Luna e Zé Manoel.

Nós falamos com Zeca Baleiro, Tales De Polli (Maneva) e Gustavo Bertoni (Scalene) sobre a indicação. Confira abaixo:

SHOWLIVRE: Indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de MPB, ‘Canções d’Além-mar’ é seu 14.º álbum de estúdio. Como foi lançar um álbum durante a quarentena, sem a possibilidade de fazer os shows ou até mesmo turnê que geralmente acompanham um lançamento?

ZECA BALEIRO: O lançamento já estava programado e o álbum estava praticamente todo pronto. Só a mixagem que foi finalizada durante a pandemia, mas aí foi mais simples, pude acompanhar online. Antes da pandemia, planejávamos lançá-lo em CD e vinil, e eu tinha planos de ir a Portugal fazer o trabalho de divulgação pessoalmente. Com esse quadro, resolvemos lançar nas plataformas digitais e, assim que for possível, irei até lá para fazer o show do álbum.

SHOWLIVRE: Muitos artistas e produtores encaram essa indicação como uma validação de um trabalho sucesso. É a sua nona indicação ao Grammy Latino. O que essas indicações representaram para você?

ZECA BALEIRO: Nunca ganhei (risos), mas fico feliz e lisonjeado com as indicações, elas já são um prêmio de certo modo. É o reconhecimento do trabalho em alguma medida, mas, sem querer parecer demagogo, o prêmio maior de fato é a adesão do público. É charmoso ser premiado, claro, mas não superestimo os prêmios, nunca superestimei.

SHOWLIVRE: Em 2014 você passou pelo Estúdio Showlivre em uma apresentação que virou uma das maiores audiências do nosso canal. Com mais de 4 milhões de visualizações, o clipe de ‘Telegrama’ se tornou o vídeo mais popular dessa canção no YouTube. Como foi gravar no Showlivre e fazer o registro ao vivo desse grande sucesso da MPB?

ZECA BALEIRO: Lembro que foi uma apresentação bastante vigorosa, nos divertimos muito, eu e banda. O clima no estúdio era bem bom. Fico feliz de ter esse clipe com tantas visualizações, mais uma forma de expandir o trabalho.

SHOWLIVRE: ‘Lágrimas de Alegria’ traz uma mensagem positiva em uma história de amor, que são características muito encontradas nas músicas do Maneva. Como foi o processo criativo dessa canção e o que acredita que a levou a se destacar das demais nesse sentido?

TALES DE POLLI: ‘Lágrimas de Alegria’ é mais um encontro ‘encantado’ com esse grande amigo e parceiro, Deko. Não é segredo pra ninguém o quanto gostamos dele. Ela nasceu como nascem as músicas do Maneva, cenas do cotidiano, insights… Uma história que precisava ser contada. Além da produção musical incrível do Daniel Ganjaman, ela teve a participação do Natiruts, que somou demais mesmo, era um encontro que aguardávamos desde sempre, fato que muito nos honrou. Ela se destacou pela verdade, pela simplicidade e pelo amor intenso. É assim, desta forma, que o Maneva pensa nas composições escolhidas.

SHOWLIVRE: Nesse momento de tanta dor e incerteza que vivemos devido a crise da Covid19, como foi para vocês se adaptarem ao tão falado “novo normal” e quais as expectativas para a gradual vota a normalidade?

TALES DE POLLI: Tudo o que vivemos foi surreal! Nosso mercado despencou, foi impactado diretamente e hoje vemos um crescimento da retomada que, dentro dos protocolos, faz todo sentido. Estamos com muitas saudades da rotina, dos fãs, da troca de energia nos shows. A pandemia também nos trouxe um grande aprendizado, do quanto o simples é o mais valioso… abraçar os pais, os amigos… Não poder tocar o outro foi extremamente triste.

SHOWLIVRE: O Maneva foi destaque do ShowlivreDay 2011. Qual foi a importância dessa apresentação para o Maneva e o que você considera que mais mudou na hora de subir no palco nesses 10 anos passado de muitas conquistas e sucessos para a banda?

TALES DE POLLI: Muita gratidão por este momento. E que momento! Especial demais pra gente. E foi legal porque busquei o ShowlivreDay 2011 aqui e pude reviver cada cena. Em nome de todos da banda, agradeço pelo convite, por estarem conosco nessa história linda que estamos escrevendo.
Nos 15 anos de estrada, o Maneva mantém a mesma vontade. Muitas coisas mudaram, mas a nossa essência permanece a mesma. A amizade e cumplicidade que existe entre nós e o grande prazer (que é o significado da palavra Maneva) de tocar para os nossos fãs, levar a nossa verdade através das músicas, permanece intacta. E isso, sem dúvida, é motivo de muita felicidade!

SHOWLIVRE: Vocês já concorreram e venceram o Grammy Latino em 2016, com o álbum ‘Éter’ (2015), e ganharam o prêmio de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa. O que está sendo diferente com a indicação do EP ‘Fôlego’ (2020)?

GUSTAVO BERTONI: Supõe-se que uma segunda vez seria menos surpreendente mas a real é que foi como a primeira. Não esperávamos isso deste álbum por termos composto e produzido ele todo em nossas casas com equipamentos questionáveis (risos). Foi um processo bem despretensioso e singelo. É uma coleção de canções bem intimistas que foram até interessantes de revisitar porque estamos em uma outra fase já. Mas tem muita verdade e esmero ali, ficamos felizes demais que isso prevaleceu. Uma diferença dessa vez é que, pessoalmente, vou valorizar ainda mais e curtir em dobro a viagem pra Vegas. Da última vez estávamos no meio do furacão que foi se acostumar com a mudança repentina depois de “estourarmos”.

SHOWLIVRE: Como foi o processo de absorver os acontecimentos caóticos causados pela pandemia e transformar isso em canções?

GUSTAVO BERTONI: Ainda está sendo um processo desafiador mas muitíssimo rico. Fomos todos forçados a encarar muita coisa. Lidar com o medo do desconhecido, estar confinado com a própria companhia, repensar os caminhos que estamos tomando como sociedade. Compor pra mim sempre foi uma terapia, uma catarse. Me sinto privilegiado de poder me expressar via música e me conectar profundamente com pessoas em tempos tão febris.

SHOWLIVRE: Em 2013 vocês lançaram o álbum ‘Real/Surreal’ e se apresentaram no Estúdio Showlivre. Como foi a experiência de apresentar o álbum ao vivo no Showlivre e como vê a importância do registro ao vivo para artistas que estão em ascensão, como era o caso de vocês em 2013.

GUSTAVO BERTONI: Foi massa. Na época, representou mais um pequeno e importante passo dado. A gente assistia as bandas que a gente curtia ali e queria participar também. Registros ao vivo são talvez o material audiovisual mais importante de uma banda. Gravações em estúdio te dão mil possibilidades de edição e produção. Ao vivo que a gente realmente saca a alma e a competência do artista. Em 2013 eu tinha 19 anos e faziam nem dois anos que era cantor lead, então a imaturidade transparece ali. Mas outro dia escutei e dada as circunstâncias achei bem ok. É massa ter esses registros que marcam uma época.

Veja a seguir a lista completa com os brasileiros que concorrem à premiação e a lista geral de indicados no site, clicando aqui.

MELHOR ÁLBUM DE POP CONTEMPORÂNEO EM LÍNGUA PORTUGUESA
‘Cor’
– Anavitória (F/Simas)
‘A Bolha’ – Vitor Kley (Midas Music)
‘Duda Beat & Nando Reis’ – Nando Reis e Duda Beat (Relicário/ONErpm)
‘Será Que Você Vai Acreditar?’ – Fernanda Takai (Deck)
‘Chegamos Sozinhos em Casa Vol. 1’ – Tuyo (Tuyo)

MELHOR ÁLBUM DE ROCK OU ALTERNATIVO EM LÍNGUA PORTUGUESA
‘Álbum Rosa’ – A Cor Do Som (Boogie Woogie)
‘Emidoinã – A Alma de Fogo’ – André Abujamra (André Abujamra/Tratore)
‘OXEAXEEXU’ – BaianaSystem (Máquina De Louco)
‘Assim Tocam os MEUS Tambores’ – Marcelo D2 (Altafonte)
‘Fôlego’ – Scalene (Slap)
‘O Bar Me Chama’ – Velhas Virgens (Gabaju Records)

MELHOR ÁLBUM DE SAMBA/PAGODE
‘Rio: Só Vendo a Vista’ – Martinho Da Vila (Sony Music Brasil Entertainment Brasil Ltda.)
‘Sempre Se Pode Sonhar’ – Paulinho Da Viola (Sony Music Entertainment Brasil Ltda.)
‘Nei Lopes, Projeto Coisa Fina e Guga Stroeter no Pagode Black Tie’ – Nei Lopes, Projeto Coisa Fina e Guga Stroeter (Tratore)
‘Samba de Verão’ – Diogo Nogueira (Altafonte)
‘Onze (Músicas Inéditas de Adoniran Barbosa)’ – Vários Artistas Lucas Mayer, produtor (Dorsal Musik)

MELHOR ÁLBUM DE MPB (MÚSICA POPULAR BRASILEIRA)
‘Canções d’Além Mar’ – Zeca Baleiro (Saravá Discos)
‘Hoje’ – Delia Fischer (Labidad Music)
‘Tempo de Viver’ – Thiago Holanda (DMusic)
‘Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água’ – Luedji Luna (Luedji Luna)
‘Do Meu Coração Nu’ – Zé Manoel (Zé Manoel)

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA SERTANEJA

‘Tempo de Romance’ – Chitãozinho e Xororó (Onda Musical)
‘Daniel em Casa’ – Daniel (Daniel Promções Artísticas Ltda)
‘Patroas’ – Marília Mendonça, Maiara & Maraísa (Som Livre)
‘Conquistas’ – Os Barões da Pisadinha (Sony Music Entertainment Brasil Ltda.)
‘Pra Ouvir no Fone’ – Michel Teló (Som Livre)

MELHOR ÁLBUM EM LÍNGUA DE RAÍZES PORTUGUESAS
‘Do Coração’ – Sara Correia (Universal Music Portugal, S.A.)
‘Orin a Língua dos Anjos’ – Orquestra Afrosinfônica – André Magalhães & Ubiratan Marques, produtores (Máquina De Louco Edições Musicais)
‘Eu e Vocês’ – Elba Ramalho (Acauã Produtora Ltda.)
‘Arraiá da Veveta’ – Ivete Sangalo (Universal Music Ltda)

MELHOR MÚSICA EM LÍNGUA PORTUGUESA
‘A Cidade’ – Jõão Pedro de Araújo Silva, Pedro Fonseca da Costa Silva, Marcos Mesmo, Francisco Ribeiro Eller, Luiz Ungarelli e Lucas Videla, compositores; Chico Chico e João Mantuano (Toca Discos)
‘Amores e Flores’ – Diogo Melim e Rodrigo Melim, compositores; Melim (Universal Music International)
‘Espera a Primavera’ – Nando Reis, compositor; Nando Reis (Relicário)
‘Lágrimas de Alegria’ – Tales De Polli e Deko, compositores; Maneva & Natiruts (Universal Music Ltda)
‘Lisboa’ – Ana Caetano e Paulo Novaes, compositores; Anavitória e Lenine (F/Simas)
‘Mulheres Não Têm Que Chorar’ – Tiê Castro, Emicida e Guga Fernandes, compositores; Ivete Sangalo e Emicida (Universal Music Ltda)