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Novidades nacionais! Braza, Dieguito Reis, João Caetano, Plutão Já foi Planeta, Landau e Bloco do Caos

Novidades nacionais! Braza, Dieguito Reis, João Caetano, Plutão Já foi Planeta, Landau e Bloco do Caos (Foto/Braza: Divulgação)

Novidades nacionais! Braza, Dieguito Reis, João Caetano, Plutão Já foi Planeta, Landau e Bloco do Caos (Foto/Braza: Divulgação)

Confira aqui algumas das novidades recentes da música brasileira

Postado em 22/02/2021 por

BRAZA | A banda carioca Braza lançou o clipe de “Cartas do Tarô”, single que abre alas para o novo álbum, que será lançado ainda esse semestre. 
Em meio à pandemia, a banda também se adaptou a um novo esquema para gravar o single e se reinventou também para produzir o videoclipe, com cada integrante gravando suas cenas de suas respectivas casas. Dirigido por Leo Praça, o vídeo também conta com uma performance de dança de Karoline Pereira e Jonas Souza, além da atuação da atriz e oraculista Ynara Marson, que ajuda a compor um cenário mágico e onírico proposto pelas cartas.

A gente forjou o clipe de ‘Cartas do Tarô’ no forno do improviso e da busca de soluções. Com as restrições da pandemia, gravamos separadamente as cenas da banda, da dançarina e do dançarino, e da oraculista. Na banda, por exemplo, cada integrante gravou em sua casa, criando soluções para a captação do vídeo e da iluminação. Muitas cenas foram gravadas diretamente com celulares. Em seguida, enviamos esse material para o diretor e editor Leo Praça, que montou o vídeo utilizando seu talento para efeitos gráficos, cortes e transições. Para nós, é um clipe que representa bem a atmosfera dançante e suave da música”, comenta Vitor Isensee (vocal e teclados).

DIEGUITO REIS | “Viver além da encarnação”. Esse é o conceito do novo single de Dieguito Reis, “Sou O Que Soul”. Com participação especial de Izy Mistura (Dois Africanos) e IBRAHIM Project, Dieguito retrata a espiritualidade em meio às relações interpessoais. No âmbito melódico, “Sou O Que Soul” mistura a contemporaneidade à uma espécie de reverência à soul music brasileira dos anos 70.  Desta forma, Cassiano, Gerson King Combo, Toni Tornado e Di Melo foram as principais referências durante as sessões de gravação. A produção é assinada por Aquahertz.

JOÃO CAETANO | A música popular brasileira pode se orgulhar dos versos traçados pelos compositores tropicais. A tradição – quase baiana – de fazer grandes artistas corre no sangue latino. João Caetano Brandão Andrade é um desses abençoados (e amaldiçoados) com a poesia que bombeia as veias. Em sua música de estreia, “Retrato em Nota e Verso”, o antropólogo, compositor e capoeirista, entrega o que temos de mais belo e doloroso em notas e versos musicados. 

Com violões gravados por Matheus Patriarcha (Mapa); arranjo, contrabaixo e produção de Luca Bori (Vivendo do Ócio e Jardim Soma), acompanhados pela capa irreverente – e de uma beleza, parece, independente da canção – ilustrada por Hannah Clara Pfeifer, João Caetano pinta seu retrato em nota e verso, presenteando-nos com uma bela, dolorosa e grandiosa canção de estreia. A gravação é o primeiro lançamento de 2021 do Selo Portal.

PLUTÃO JÁ FOI PLANETA | O suspense acabou e a banda Plutão Já Foi Planeta vem com uma surpresa em dose tripla: vocalista nova, single novo e clipe. Tudo de uma vez só! A rondoniense Cyz Mendes assume os vocais e se junta a Sapulha Campos (guitarra), Renato Léllis (bateria) e Gustavo Arruda (guitarra). E ela tem um currículo de peso: protagonista da ópera rock “Doze Flores Amarelas” dos Titãs, ex-vocalista da banda Turnê, além de mais de 53 músicas lançadas com diversos artistas e bandas, entre muitos outros projetos. Cyz chega para trazer novos ares à estética do grupo, como já demonstra o novo single.

“Acostuma” é o primeiro trabalho do quarteto em 2021, além da estreia de Cyz Mendes como membro oficial da Plutão. Com uma pegada mais roqueira, vocais intensos e atmosfera pop oitentista criada pelos synths, a música é uma celebração da chegada da banda a São Paulo e dos novos caminhos ainda por trilhar. Com exceção de Renato Léllis, todos os integrantes vieram de diferentes lugares do Brasil. A banda decidiu expressar a união desses momentos e histórias não só na composição, como também na capa do single e no vídeo clipe.

LANDAU | Para aquecer os corações com boas lembranças, o cantor e compositor Landau lança o clipe “Amor Demais”, escrita neste período de reconhecimento máximo à importância de entes queridos. Com uma sonoridade mais leve do que as de costume do artista, o violão, teclado, piano e até mesmo a viola caipira fala mais alto junto com a sensibilidade do cantor e compositor.

Produzido e filmado por Gustavo Frandoloso da Roleta Russa filmes e com a fotografia de Bruno de Souza, o clipe foi gravado em sua cidade natal, Alfenas (MG), no colégio em que Landau estudou e que sua mãe deu aula, dando uma conotação mais emocional do que nunca para o lançamento.

BLOCO DO CAOS | Em seu novo single, o Bloco do Caos critica o “Brasil promessa”, que nunca se concretiza. O nome, “Fim de Março”, inclusive, é referência a “Águas de Março”, de Tom Jobim, que fala exatamente sobre isso: um projeto de Brasil, sempre inacabado, “o carro enguiçado”, a “promessa de vida”. A música é mais uma que fará parte do álbum ‘Minha Tribo’, a ser lançado pelo grupo neste ano.

“A gente tentou escancarar o posicionamento internacional do Brasil ainda (e, com o governo atual, cada vez mais) colonial, entreguista”, diz o compositor e guitarrista Renato Frei. “Nos afastamos de um Brasil do povo (‘distantes as pretensões de Dorival’) e nos aproximamos da subserviência (‘asfixiantes as caravelas de Cabral’). E tudo isso remonta à nossa origem como país, posterior ao ‘descobrimento’: nascemos, de fato, da invasão e, infelizmente, crescemos perdão”.

“Fim de Março” deixa claro mais uma vez o teor altamente crítico das canções do Bloco do Caos. “Para nós, o artista tem sempre que se posicionar, é um dever dele. Se temos voz, devemos usá-la”, afirma Alê Cazarotto, vocalista e compositor. “Por isso que temos dificuldade de não escrever sobre aquilo que nos incomoda, não dá pra fugir”. A música, vale dizer, não tem meios termos. É o retrato nu e cru do Brasil “história pra boi dormir”, que, mesmo tão rico e diverso, cedeu tudo para os poderes que o colonizam.